A docente Giovana Nunes, do curso de Fisioterapia da USCS, ficou em 1º lugar no Next Frontiers 2025 – congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo Cancer Center para discutir os principais avanços em pesquisa e inovação em diagnóstico e tratamento do câncer.

O evento é voltado para médicos, cientistas e multiprofissionais de diversas áreas como enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros, e já é considerado um importante marco na agenda oncológica do Brasil.
A categoria que Giovana participou foi Impacto Social e o tema de sua pesquisa foi Fisioterapia Ambulatorial em Cuidados Paliativos no SUS – Modelo integrado ensino-serviço-pesquisa e implicações no CAU – USCS (Centro de Atendimento Universitário da USCS).

Docentes que desenvolvem atividades no CAU:
Dra. Erika Burdelis – médica
Dra. Maria Cecília Fernandes – médica
Camila Borghi – enfermeira
Lilian Guedes – psicóloga
Projeto:
Fisioterapia Ambulatorial em Cuidados Paliativos no SUS – Modelo Integrado Ensino-Serviço-Pesquisa e Implicações Sociais no CAU-USCS
Resumo da Iniciativa:
Este projeto implementou o ambulatório de fisioterapia integrado à equipe de cuidados paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS) no Centro Ambulatorial Universitário (CAU) da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). A combinação estratégica de ensino, serviço e pesquisa teve o objetivo de suprir a lacuna assistencial observada na falta de oferta contínua e especializada de fisioterapia em cuidados paliativos.
A presença do fisioterapeuta na atenção do paciente oncológico em cuidados paliativos auxilia na manutenção da capacidade funcional dependente da evolução da doença, otimiza o manejo sintomático (dor, fadiga e dispneia) e promove uma melhor qualidade de vida para o paciente e família.
O modelo articula atendimento semanal direto a pacientes, ações de educação em saúde para familiares e cuidadores, integração dos alunos de fisioterapia em estágio supervisionado para treinamento específico do olhar paliativo em equipe e produção científico-acadêmica.
O ambulatório foi iniciado em agosto de 2024 e até a presente data foram realizados mais de 350 atendimentos, mantendo 30 pacientes em regime ambulatorial semanal. Destacam-se os diagnósticos de neoplasias malignas avançadas de colo do útero, pulmão, cólon, rim, ovário, endométrio, próstata e mediastino.
O impacto social e a implicação da iniciativa promovem equidade no acesso a práticas paliativas, reduzindo o sofrimento físico, fortalecendo a equipe em saúde e promovendo um maior suporte familiar. Este projeto capacita futuros profissionais com um olhar humanizado e integrado, gerando evidências locais. Ao articular ensino, serviço e pesquisa, o projeto tem a proposta de estabelecer um modelo replicável de ambulatório de fisioterapia em cuidados paliativos para outros municípios e instituições de ensino.